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1.1.11

Entender ou Compreeender?

“Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.”
Clarice Lispector

Fazemos sempre uma relação de sinônimos entre as palavras entender e compreender, mas na prática não funciona bem assim. Podemos entender algo sem compreendê-lo, e isso é muito mais comum do que se imagina.

Entende-se que a soma de dois elementos (1+1 é igual a 2), porém nem todos compreendem porque resulta 2, levando a questionar de onde surgiu a conclusão para tal resultado e quem concluiu isso. Conhecer e estudar o criador das teorias talvez ajude a compreender os resultados.

Isso é válido em todos os sentidos, e concluímos que entender nem sempre é sinônimo de compreender, que para alcançarmos a compreensão, a atitude principal é questionar, pois o questionamento nos faz buscar respostas, as quais agregarão conhecimentos, e aqueles que não questionam, simplesmente aceitam algo da forma que lhe é apresentada.

O entendimento sobre algo é basicamente a faculdade de avaliar, mantendo uma opinião, porém sem questionar, afinal o entender se mantém fixo no contexto que lhe é dado.

Presume-se então, que o entender é um conhecimento “preguiçoso”, e aceitar algo que não se compreende não passa de comodismo. Questionar deve fazer parte de nosso cotidiano, já que temos uma maravilhosa máquina de pensar: o cérebro, e esse traz estímulos à nossa razão.

Em contrapartida, o entender completa o compreender, uma vez que, se compreendemos algo, isso certamente nos foi entendido inicialmente, e se desejamos agregar ainda mais conhecimento, a partir disso levantaremos questionamentos a fim de sanarmos dúvidas.

Todos já experimentaram da preguiça de entender, porém, temos que aprender a questionar, descobrir a importância da compreensão e a superficialidade do entendimento. Afinal, questionar é uma inteligência, e é extremamente importante questionar, buscar respostas, e ainda mais relevante, é usar as respostas que encontramos.


5 comentários:

Felipe disse...

Todo apoio à esta iniciativa... vc sabe que eu gosto do que vc escreve, espero que continue... mesmo que nem sempre eu entenda... ainda bem!

Até mais,

Bjs

Feliz Ano Novo...

Bruno Carvalho disse...

Um espetáculo de amiga...tenho orgulho de ler seus textos, sempre tão bons!

BC.

Anônimo disse...

Li seu post e lembrei de uma frase infantil (duma criança que conheci também na minha antiga infância):

"Raciocinar dói, melhor seria só imaginar."

Façam, então, da imaginação a compreensão do material aqui socializado.

Independente disso, vocês já tem um freguês [risos].

Fraternalmente!

Gisele Rodrigues disse...

Agradeço a todos pelo acompanhamento e incentivos.

Fico muito feliz em saber que existem pessoas que gostam de meu trabalho, e aqueles que seguem mesmo sem gostar, agradeço ainda mais!

A todos expresso minha gratidão e sei que os que me acompanham posso chamar de amigos.

Beijos no coração e Feliz 2011!

Aryana Frances disse...

É legal sua iniciativa, a senhora tem todo apoio, mesmo sendo uma mera aluna, imaginação não faltará, está no caminho certo, conheço duas frases de Confúcio, uma relacionada ao seu texto que é mais ou menos assim: Aprender sem pensar é tempo perdido, e a outra é como incentivo para continuar postando seus textos, é quase isso escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.

Boa sorte!!

Aryana Frances

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