Para a elaboração de um artigo científico que tenha destaque, devemos seguir algumas regras essenciais, pois sempre que escrevemos, partimos do pressuposto que esse assunto, tal qual a forma que foi redigido, se tornará interessante para (ao menos) um ou inúmeros leitores.
Inicialmente devemos atentar quais leitores queremos atingir e o que evidenciará nosso artigo, motivo que fará que esse seja realmente lido, ou não.
Não faltam opções de abordagem redacional, mas apenas uma deverá ser escolhida por você, simplesmente tomando como parâmetro a resposta da seguinte pergunta: qual aspecto chamará atenção em meu tema? Essa é a primeira questão a ser respondida antes de iniciar um texto sobre qualquer assunto.
Há outro fator independente que devemos concordar: mesmo que o assunto seja excepcional e o texto chame atenção, haverá pessoas que não terão interesse pela leitura. Por esse motivo, é fundamental frisar que, mesmo se esforçando em redigir bem, sempre deverá prevalecer seu prazer pelo que se propôs a escrever.
Resumo e descritores
O resumo somente será necessário se o texto for produzido para compor uma revista, site ou qualquer outra mídia que tenha peridiocidade, onde publica-se vários artigos de, claro, diferentes autores, pois esse tipo de publicação é híbrida (reúne textos de assuntos diversos). Normalmente é na leitura do resumo que seu potencial leitor decidirá se vale a pena ou não seguir adiante.
Por outro lado, descritores, ou palavras-chave, possuem uma recorrência maior em mídias digitais, como blogs, por exemplo, já que servem para indexar seu trabalho nos índices temáticos e nas ferramentas de busca.
Uma redação pessoal
Quando iniciamos um artigo, a forma mais interessante de fazê-lo (para nós e quem nos lê) é escrever como se estivéssemos de frente com o leitor, falando direta e abertamente a ele. Por isso, nada mais natural que ser... natural, óbvio (óbvio!) e objetivo. Evite a tal linguagem complicada, afinal, o pedantismo é a "pedra fundamental" para a construção do muro que ficará entre você (autor) e seu provável leitor.
Formular um ou todos objetivos?
De forma geral, devemos pensar no conteúdo que abordaremos a partir do tema originalmente escolhido. Sem essa de virar biógrafo de Deus, presunçoso(a) em querer escrever sobre "sua vida e sua obra"! Seja específico e limitado (não no sentido de incapacitado, mas na acepção geográfica da clara delimitação de suas fronteiras analíticas).
Pensar (e escrever) sobre o que nos chama atenção é uma boa maneira para dar os primeiros passos na vida literária, seja a literatura ficcional, narrando o drama de nossos personagens, seja na verídica, dissertando sobre os percursos (e percalços) da pesquisa.
Mas cuidado, atencioso leitor!
O que importa não é escrever algo que seja natural apenas para si. Preocupe-se com a interpretação das pessoas que quer acessar. Não nos venha com uma linguagem "divina", que somente o seu Criador tenha a "onisciência em compreender" (entendeu?), mas que, pelo contrário, torne o objetivo de seu discurso inteligível para todos nós, seus mortais leitores - seu público-alvo.
Finalmente, é necessário reler seu artigo, observando se o que foi escrito faz sentido e se estará claro para aqueles que terão o prazer (e essa é a palavra) de lê-lo. Mas não faça essa releitura logo após a escrita. Dê um tempo ao texto, ou, como costuma dizer o Professor Carlos Augusto Baptista de Andrade, "deixe o texto descansar... de você!"
O título do artigo
Ao decidirmos o título (e essa deverá ser a última escolha), precisamos lembrar aquele ponto que queremos alcançar - o tal foco -, uma vez que se trata da primeira informação lida pelo leitor antes do contato com o conteúdo. Por isso, objetividade é tudo! De forma explícita, devemos mostrar a que veio o artigo.
O ato (corajoso) de escrever
Agora o mais importante neste post:
ESCREVA!
COMECE AGORA!!
NÃO TENHA MEDO!!!
Texto publicado em http://www.conhecendoametodologia.com.br em 27.10.2010





