RSS

26.4.11

Pontos essenciais para a elaboração de um artigo científico

Para a elaboração de um artigo científico que tenha destaque, devemos seguir algumas regras essenciais, pois sempre que escrevemos, partimos do pressuposto que esse assunto, tal qual a forma que foi redigido, se tornará interessante para (ao menos) um ou inúmeros leitores.

Inicialmente devemos atentar quais leitores queremos atingir e o que evidenciará nosso artigo, motivo que fará que esse seja realmente lido, ou não.

Não faltam opções de abordagem redacional, mas apenas uma deverá ser escolhida por você, simplesmente tomando como parâmetro a resposta da seguinte pergunta: qual aspecto chamará atenção em meu tema? Essa é a primeira questão a ser respondida antes de iniciar um texto sobre qualquer assunto.

Há outro fator independente que devemos concordar: mesmo que o assunto seja excepcional e o texto chame atenção, haverá pessoas que não terão interesse pela leitura. Por esse motivo, é fundamental frisar que, mesmo se esforçando em redigir bem, sempre deverá prevalecer seu prazer pelo que se propôs a escrever.


Resumo e descritores

O resumo somente será necessário se o texto for produzido para compor uma revista, site ou qualquer outra mídia que tenha peridiocidade, onde publica-se vários artigos de, claro, diferentes autores, pois esse tipo de publicação é híbrida (reúne textos de assuntos diversos). Normalmente é na leitura do resumo que seu potencial leitor decidirá se vale a pena ou não seguir adiante.

Por outro lado, descritores, ou palavras-chave, possuem uma recorrência maior em mídias digitais, como blogs, por exemplo, já que servem para indexar seu trabalho nos índices temáticos e nas ferramentas de busca.


Uma redação pessoal

Quando iniciamos um artigo, a forma mais interessante de fazê-lo (para nós e quem nos lê) é escrever como se estivéssemos de frente com o leitor, falando direta e abertamente a ele. Por isso, nada mais natural que ser... natural, óbvio (óbvio!) e objetivo. Evite a tal linguagem complicada, afinal, o pedantismo é a "pedra fundamental" para a construção do muro que ficará entre você (autor) e seu provável leitor.


Formular um ou todos objetivos?

De forma geral, devemos pensar no conteúdo que abordaremos a partir do tema originalmente escolhido. Sem essa de virar biógrafo de Deus, presunçoso(a) em querer escrever sobre "sua vida e sua obra"! Seja específico e limitado (não no sentido de incapacitado, mas na acepção geográfica da clara delimitação de suas fronteiras analíticas).

Pensar (e escrever) sobre o que nos chama atenção é uma boa maneira para dar os primeiros passos na vida literária, seja a literatura ficcional, narrando o drama de nossos personagens, seja na verídica, dissertando sobre os percursos (e percalços) da pesquisa.

Mas cuidado, atencioso leitor!

O que importa não é escrever algo que seja natural apenas para si. Preocupe-se com a interpretação das pessoas que quer acessar. Não nos venha com uma linguagem "divina", que somente o seu Criador tenha a "onisciência em compreender" (entendeu?), mas que, pelo contrário, torne o objetivo de seu discurso inteligível para todos nós, seus mortais leitores - seu público-alvo.

Finalmente, é necessário reler seu artigo, observando se o que foi escrito faz sentido e se estará claro para aqueles que terão o prazer (e essa é a palavra) de lê-lo. Mas não faça essa releitura logo após a escrita. Dê um tempo ao texto, ou, como costuma dizer o Professor Carlos Augusto Baptista de Andrade, "deixe o texto descansar... de você!"


O título do artigo

Ao decidirmos o título (e essa deverá ser a última escolha), precisamos lembrar aquele ponto que queremos alcançar - o tal foco -, uma vez que se trata da primeira informação lida pelo leitor antes do contato com o conteúdo. Por isso, objetividade é tudo! De forma explícita, devemos mostrar a que veio o artigo.


O ato (corajoso) de escrever

Agora o mais importante neste post:

ESCREVA!

COMECE AGORA!!

NÃO TENHA MEDO!!!


 Texto publicado em http://www.conhecendoametodologia.com.br em 27.10.2010

5.2.11

Sawabona Shikoba

Por Flávio Gikovate*

 
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar. A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa metade para nos sentirmos completos.

Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.

Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com o egoísmo.

O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.

Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem sem encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes temos de aprendera nos perdoar a nós mesmos...

Caso tenha ficado curioso em saber o significado de Sawabona, é um crumpimento usado no sul da África quer dizer: “Eu te respeito, eu te valorizo você é importante para mim”.

Em resposta as pessoas deizem: “Shikoba” – “Então eu existo pra você!”.

Flávio Gikovate* é psicólogo e escritor. Autor de flaviogikovate.com.br
http://www.flaviogikovate.com.br/